Segurança cibernética

Como os dispositivos de segurança física influenciam o projeto e os riscos das redes de TI

Saiba como os dispositivos de segurança física afetam sua estratégia de segurança de rede de TI e veja considerações essenciais para criar redes mais resilientes.

Estratégias de segurança de rede e avaliações de vulnerabilidade de rede são prioridades essenciais para sua equipe de TI. Mas quando os sistemas de segurança física entram em cena, proteger a rede corporativa pode se tornar mais complexo.

Câmeras, dispositivos de controle de acesso e sensores IoT não operam mais em infraestruturas isoladas. E podem ampliar a superfície de ataque de formas fáceis de ignorar. Como profissional de TI, você pode estar se perguntando:

  • Como os dispositivos de segurança física estão afetando a segurança da minha rede?
  • Quais riscos e implicações para o projeto da rede estamos deixando passar?
  • Quais são as melhores práticas para proteger endpoints de segurança física?

Continue lendo para saber como as equipes de TI e segurança física podem trabalhar juntas para fortalecer o projeto de rede e proteger os ativos corporativos.

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Como os dispositivos de segurança física criam riscos diferentes dos endpoints de TI típicos

Os sistemas de segurança física estão se tornando mais conectados. Com isso, proteger dispositivos IoT e de borda agora é uma necessidade operacional crítica. Os dados mais recentes da indústria de segurança física mostram que 37% dos entrevistados planejam investir em novas ferramentas de segurança cibernética em 2026. Um percentual maior de entrevistados de TI (47%) identificou as ferramentas de segurança cibernética como uma das principais prioridades.

Os dispositivos de segurança física podem parecer endpoints de TI comuns. Basta olhar mais de perto para encontrar características que os tornam únicos do ponto de vista da segurança cibernética. Veja algumas diferenças importantes a considerar:

  • Ciclos de vida mais longos dos produtos – Câmeras, leitores de controle de acesso, sensores de intrusão, interfones e outros sensores IoT podem permanecer instalados por sete a dez anos ou mais. Isso geralmente significa lidar com firmware legado, aplicação irregular de patches e recursos limitados de segurança cibernética.
     
  • Conectividade ininterrupta – Os dispositivos de segurança física operam continuamente e transmitem dados 24 horas por dia, sete dias por semana. As soluções de videomonitoramento, em particular, geram tráfego com alta demanda de largura de banda e impõem uma carga constante à infraestrutura de rede. Isso torna o planejamento de capacidade de rede e as estratégias de segmentação de rede essenciais.
     
  • Requisitos rigorosos de disponibilidade – Alguns dispositivos de segurança física têm requisitos de desempenho de missão crítica. O controle de acesso, por exemplo, deve estar sempre disponível para proteger edifícios, ativos e pessoas. Diferentemente dos serviços de TI típicos que podem tolerar tempo de inatividade para atualizações ou manutenção, esses sistemas precisam operar o tempo todo.
     
  • Rede baseada na borda – As implantações de segurança física raramente ficam em uma única rede ou local. Os dispositivos geralmente ficam na borda, em filiais ou locais remotos. Isso torna o gerenciamento da superfície de ataque mais complexo. Os desafios incluem diferentes controles de rede, qualidade variável da conectividade e suporte limitado no local.
     
  • Responsabilidade compartilhada entre departamentos – Os sistemas de segurança física geralmente envolvem várias partes interessadas. As equipes de segurança gerenciam políticas e operações diárias. A TI supervisiona os controles de rede e a segurança cibernética. Lideranças executivas e equipes de operações participam das decisões sobre sistemas e dados. Embora alinhar prioridades possa ser desafiador, a colaboração pode melhorar os resultados de segurança.
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Os dispositivos de segurança física que orientam as decisões de rede

Para criar uma estratégia de segurança de rede eficaz, as equipes de TI devem conhecer os tipos de dispositivos em um ambiente de segurança física. Eles variam de câmeras e leitores de controle de acesso a diversos sensores IoT. Cada um pode afetar a forma como você avalia as vulnerabilidades da rede e gerencia a superfície de ataque.

Veja abaixo alguns dispositivos comuns e como eles podem orientar suas decisões de rede:

Sistemas de vídeo e câmeras

Os sistemas de videomonitoramento têm impacto significativo no projeto e na segurança da rede. As câmeras geram grandes volumes de dados todos os dias, o dia todo. Isso significa que as equipes de TI precisam planejar carga contínua na rede, demanda constante de largura de banda e armazenamento suficiente.

Em links WAN ou entre locais, o tráfego intenso de vídeo pode gerar mais congestionamento e latência. É por isso que o posicionamento de dispositivos e a segmentação de rede são importantes. Isolar o tráfego de vídeo entre locais e camadas de rede ajuda a limitar o movimento lateral e conter riscos. Também pode reduzir problemas de largura de banda e evitar interrupções em aplicações corporativas críticas. Dispositivos mais recentes com codec H.265 também ajudam a reduzir o uso de largura de banda e a carga da rede. Configurações do sistema como gravação baseada em movimento e streams de resolução mais baixa para monitoramento ao vivo também podem ajudar.

Hardware de controle de acesso

Os sistemas de controle de acesso introduzem uma camada de infraestrutura orientada por identidade. Eles vinculam dispositivos conectados à rede a pessoas, funções e pontos de entrada físicos. Dependendo da arquitetura, as validações de credenciais podem ocorrer localmente na borda ou em tempo real por meio de diretórios ou serviços na nuvem. Em ambos os casos, qualquer lacuna de segurança ou tempo de inatividade pode afetar o acesso digital e físico.

A autenticação e a autorização se tornam essenciais para proteger a rede e implementar estratégias de confiança zero. A autenticação reduz o acesso não autorizado e a falsificação de dispositivos com verificação contínua de identidade nos pontos de acesso. A autorização ajuda a aplicar o acesso com menor privilégio com base em função, local e horário. Isso limita a exposição a riscos se as credenciais ou os dispositivos forem comprometidos. Por fim, a criptografia de ponta a ponta e o monitoramento de endpoints em tempo real ajudam a manter os sistemas em operação e resilientes.

Interfones e dispositivos de comunicação na borda

Interfones e outros dispositivos de comunicação são frequentemente tratados como simples endpoints. Mas eles podem ter impacto real nas decisões de projeto de rede. Esses sistemas são frequentemente essenciais para resposta a emergências. Eles precisam de conectividade confiável para garantir transmissão consistente de voz e vídeo sem interrupções.

Para reduzir o tempo de inatividade, as equipes de TI precisam priorizar baixa latência e alta disponibilidade. A segmentação de rede, a autenticação forte e o monitoramento contínuo ajudam a evitar que os interfones se tornem pontos de entrada para invasores.

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Considerações sobre estratégia de rede quando a segurança física faz parte do escopo

Os dispositivos de segurança física agora fazem parte do ecossistema corporativo de segurança cibernética. A forma como esses dispositivos e sistemas são configurados e operam na rede é fundamental. Veja algumas das principais considerações para equipes de TI ao pensar em estratégia de rede para segurança física:

✓ Segmentação e limites de confiança

  • Considere os benefícios da segmentação de rede. Use VLANs, sub-redes e firewalls para isolar dispositivos e sistemas de segurança física do tráfego corporativo geral. Isso ajuda a reduzir a superfície de ataque. Além disso, limita o impacto de aplicações com alta demanda de largura de banda em operações críticas.
     
  • Alinhe as zonas de segurança física com a arquitetura de rede. Mapeie elementos de segurança física, como câmeras, leitores de controle de acesso ou outros sensores IoT, para o ambiente de rede. Em seguida, você pode definir como as diferentes zonas se comunicam com servidores e serviços. Isso garante um fluxo de tráfego seguro e conectividade consistente.
 

✓ Padronização de identidade, autenticação e políticas

  • Trate a identidade como o novo perímetro e aplique o princípio do menor privilégio. Garanta que cada usuário, dispositivo e serviço seja identificado de forma exclusiva antes de acessar sistemas de segurança física ou de TI. Restrinja as permissões apenas ao que é necessário com base nas funções.
     
  • Implemente várias camadas de autenticação e autorização. Valide a identidade de usuários, dispositivos e serviços usando contexto como postura do dispositivo, localização e comportamento. Fortaleça essa validação com práticas robustas de gerenciamento de credenciais e senhas.
     
  • Padronize as políticas de acesso em todos os ambientes. Invista em uma abordagem de segurança unificada para aplicar as mesmas políticas em locais e sistemas. Isso garante que o gerenciamento de identidades e acessos, a autenticação e a autorização sejam consistentes em todo o seu ambiente.
 

✓ Monitoramento, blindagem e gerenciamento do ciclo de vida

  • Mantenha a visibilidade dos componentes de segurança física. Mantenha um inventário de dispositivos de segurança física e use serviços automatizados para acompanhar atualizações de firmware ou de produto. Use portais de conformidade e ferramentas de ciclo de vida de certificados para manter o alinhamento com as normas atuais.
     
  • Faça a blindagem dos sistemas com baselines de segurança cibernética. Aplique autenticação multifator ou baseada em certificado, autorização robusta e protocolos de gerenciamento de senhas. Implemente protocolos de criptografia modernos, como TLS 1.3, para proteger dados em trânsito e em repouso.
     
  • Monitore anomalias nos domínios físico e cibernético. Use ferramentas de monitoramento em tempo real para rastrear o tráfego de rede, os status dos dispositivos e os padrões de acesso. Gerencie todos os eventos a partir de uma plataforma unificada ou integre dados de integridade a sistemas SIEM para simplificar auditorias e detecção de ameaças.
 

✓ Considerações sobre ambientes na nuvem versus in loco

  • Gerencie fluxos de dados e latência entre ambientes. Planeje como os dados de segurança física trafegam pelas redes, especialmente em sistemas com alta demanda de largura de banda, como vídeo. Ative o processamento em dispositivos de borda com appliances gerenciados na nuvem. Isso ajuda a reduzir o backhaul e otimizar as cargas de tráfego.
     
  • Projete para resiliência e alta disponibilidade. Crie links de failover e caminhos redundantes para manter a disponibilidade de sistemas de missão crítica. Amplie o armazenamento e a redundância externa usando a nuvem para garantir acesso a vídeo e dados, mesmo durante interrupções ou falhas.
     
  • Considere soluções que oferecem suporte a ambientes híbridos. Mantenha os sistemas in loco conforme necessário e use serviços na nuvem para locais específicos, redundância adicional ou atualizações automatizadas. Isso ajuda você a alternar entre a nuvem e ambientes in loco conforme as prioridades mudam, sem precisar reprojetar a arquitetura.

 

Perguntas frequentes (FAQ)

O gerenciamento de superfície de ataque é o processo contínuo de identificação, monitoramento e mitigação de riscos. Trata-se de obter visibilidade sobre dispositivos, serviços e conexões em todos os ambientes in loco ou na nuvem. O objetivo é identificar e tratar vulnerabilidades antes que elas se agravem e antes que os ativos sejam explorados.

As práticas recomendadas de segurança de endpoint incluem segmentação de rede, autenticação forte, autorização e criptografia. O objetivo é ter supervisão criteriosa, controles em camadas e monitoramento contínuo dos dispositivos conectados. Seguir estratégias de confiança zero e escolher parceiros que também as adotem é essencial.

A largura de banda afeta o fluxo de tráfego na rede. Quando a demanda excede a largura de banda disponível, ela pode desacelerar transferências de dados e prejudicar aplicações em tempo real. Isso pode afetar operações críticas. Restrições de largura de banda afetam mais severamente aplicações de alto volume e com uso intensivo de dados, como videomonitoramento.

 

Por que a colaboração entre equipes de TI e segurança física é importante

Os sistemas de segurança física estão se tornando cada vez mais semelhantes aos sistemas de TI. Isso significa que eles exigem as mesmas estratégias rigorosas de segurança cibernética que outros sistemas de missão crítica. Ao mesmo tempo, as decisões de projeto devem levar em conta os requisitos exclusivos das implantações de segurança física. Isso inclui disponibilidade ininterrupta e outras restrições operacionais.

É por isso que a colaboração entre as equipes de TI e segurança física é essencial. A experiência combinada das duas equipes ajuda a configurar sistemas para fortalecer a segurança em todos os ambientes físicos e de rede.

Quando TI e segurança física trabalham juntas desde o início, as organizações podem evitar pontos cegos, reduzir riscos e projetar redes que atendam às necessidades operacionais e de segurança.

 

Você está pronto para trabalhar com segurança física e TI alinhados?

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